Teixeira de Freitas sedia Cirandas Literárias em parceria com a UFSB; leitura de “A História de Paká” da antologia Originárias, mediada por Nicoly Gabrielle, com coordenação de Lilian Lima Gonçalves dos Prazeres. Participação de Adriana Serapião; próxima edição prevista para agosto. Iniciativa da Prefeitura via Secretaria de Educação.
Teixeira de Freitas, BA – A Biblioteca Municipal de Teixeira de Freitas realizou, na última quinta-feira (30), mais uma edição do projeto Cirandas Literárias, desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB). O encontro reuniu estudantes, educadores e membros da comunidade para incentivar a leitura de textos literários e fortalecer o diálogo entre a literatura e a vida cotidiana.

Crédito: Prefeitura Municipal de Teixeira de Freitas — Divulgação institucional.
Coordenação da atividade coube à professora Lilian Lima Gonçalves dos Prazeres, da UFSB, que atua como coordenadora do Cirandas Literárias. A mediação ficou a cargo da estudante Nicoly Gabrielle da Cruz, acadêmica do curso de Humanidades da mesma universidade.
Durante o encontro, os participantes iniciaram com uma conversa sobre heróis que inspiram o cotidiano, abrindo espaço para escuta, troca de experiências e construção coletiva de significados.
Em seguida, houve a leitura compartilhada do texto “A História de Paká”, presente na obra Originárias – Uma Antologia de Literatura Indígena. A narrativa trouxe reflexões sobre identidade, resistência e protagonismo dos povos originários, apresentando Paká como símbolo da força e da preservação de sua cultura.
O encerramento contou com agradecimentos aos participantes e à presença da presidente do CACS/FUNDEB, Adriana Serapião, que prestigiou a atividade. Foi reforçado o convite para a participação na próxima edição, prevista para agosto, com o objetivo de ampliar o debate sobre leitura, cultura e conhecimento.
A Prefeitura Municipal de Teixeira de Freitas, por meio da Secretaria Municipal de Educação, parabeniza todos os envolvidos pela realização do projeto Cirandas Literárias, iniciativa que fortalece o acesso à literatura, valoriza a diversidade cultural e reafirma a leitura como caminho para a formação crítica, o diálogo e a construção da cidadania.

Crédito: Prefeitura Municipal de Teixeira de Freitas — Divulgação institucional.
Resumo: Cirandas Literárias promove a leitura de Originárias: Uma Antologia Feminina de Literatura Indígena, reunindo contos de mulheres indígenas e destacando A História de Paká, de Naine Terena (Kinikinau). Publicação de 2023 pela Companhia das Letrinhas em São Paulo, com foco em tradição oral, empatia e diversidade. Palavras-chave: literatura indígena, Paká, Naine Terena, Kinikinau, Cirandas Literárias, BNCC, Lei 11.645/2008.
Palavras-chave: literatura indígena, Paká, Naine Terena, Kinikinau, Cirandas Literárias, BNCC, Lei 11.645/2008.
Originárias é uma antologia publicada pela Companhia das Letrinhas em 2023, organizada por Trudruá Dorrico e Mauricio Negro, que reúne narrativas de mulheres indígenas. Entre os contos, destaca-se A História de Paká, escrito pela autora indígena Naine Terena, do povo Kinikinau, que apresenta Paká como herói ancestral capaz de simbolizar coragem, resistência e compromisso com seu povo.
A obra integra a coletânea Originárias e resgata elementos da tradição oral indígena, enfatizando valores como coletividade, pertencimento, preservação da cultura e respeito aos antepassados. A publicação é associada ao projeto educativo Cirandas Literárias, que utiliza tais narrativas para promover diálogo intercultural e educação inclusiva.
Nesse sentido, o material dialoga com a legislação brasileira: a Lei n° 11.645/2008, que tornou obrigatória a temática História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena nas escolas, e com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que reconhece a literatura como instrumento para desenvolver empatia, formação crítica e valorização da diversidade. Ao promover o contato com essas narrativas, Cirandas Literárias defende uma educação mais inclusiva, democrática e plural.
Em síntese, a iniciativa fortalece o papel da literatura indígena na formação de uma sociedade mais respeitosa às diferenças culturais e na construção de uma educação pública mais plural e acolhedora.
