Resumo: Kassio Nunes Marques, ministro do STF e presidente do TSE, declarou impedimento de julgar o processo envolvendo Alexandre de Moraes, durante sessão extraordinária no plenário. O episódio levanta questões sobre imparcialidade em meio ao ciclo eleitoral de 2026. Segundo a Folha de S.Paulo, parceira do PrimeiroJornal, o filho do ministro, Kevin Marques, teve contato com Daniel Vorcaro; o ministro afirma que não houve relação ou mensagens entre eles. Nunes Marques reiterou que não julgou qualquer processo ligado ao Master e negou envolvimento no caso.
Durante a sessão extraordinária do STF no plenário, o ministro Kassio Nunes Marques informou que se declarou impedido de julgar o processo que envolve o ministro Alexandre de Moraes, que está sob investigação após o registro de mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro. O evento ocorreu nesta terça-feira (15), e, além de atuar no STF, Nunes Marques também preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o que acarreta questionamentos sobre a condução do caso em um cenário de eleições iminentes.
Antes da declaração de impedimento, o ministro citou informações discutidas entre colegas no dia 14 e publicadas pela Folha de S. Paulo, parceira do PrimeiroJornal, sobre o seu filho, Kevin Marques, supostamente mantendo contato com Vorcaro. Nunes Marques assegurou que nunca julgou processo relacionado ao Master e que seu filho nunca prestou serviços ao banco em questão, nem recebeu remuneração.
O ministro afirmou ainda que o sigilo foi quebrando e reiterou a sua isenção, destacando que, embora todos os magistrados enfrentem influências, o TSE tem se mantido equidistante de influências partidárias e de assessores de terceiros. Ele avaliou que as eleições de 2026 exigem cuidado especial, já que faltam 19 dias para o pleito.
Minutos após a sua fala, Nunes Marques pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, que se ausentasse do plenário antes da continuidade do julgamento e das declarações dos demais ministros, em gesto que, segundo ele, preservaria a imparcialidade do processo.
Em resposta, o ministro manteve a posição de que não houve qualquer comunicação com Vorcaro e que não houve participação direta dele em decisões relativas ao caso envolvendo Moraes. A decisão de impedimento, segundo ele, é uma medida para assegurar o equilíbrio institucional em um momento decisivo do cenário eleitoral.

